Quando os plásticos das coleções de museus degrada – BI 02/10/2018

Quando os plásticos das coleções de museus degrada
Boletim do Instituto IDEAIS – BI 02/10/2018
Fonte: The New York Times
Los Angeles – Os guardiões da roupa espacial de Neil Armstrong no Museu Nacional do Ar e do Espaço já haviam previsto o fenômeno. Uma maravilha da engenharia humana, o traje é feito de 21 camadas de vários plásticos: nylon, neoprene, Mylar, Dacron, Kapton e Teflon.

A emborrachada de neoprene seria o maior problema. Os responsáveis pela roupa sabiam que o material, embora invisível, enterrado entre as outras faixas, endureceria e se tornaria frágil com a idade, acabando por deixar a vestimenta dura como uma tábua. Assim, em janeiro de 2006, o traje de Armstrong, um tesouro nacional, foi retirado da exposição e guardado para abrandar a degradação.

Das estimadas 8,3 bilhões de toneladas métricas de plástico produzidas até hoje, cerca de 60 por cento estão boiando nos oceanos ou empilhados em aterros sanitários. A maioria quer que o plástico desapareça, mas nos museus, onde os objetos são feitos para durar para sempre, eles falham no teste do tempo.

“É devastador”, disse Malcolm Collum, chefe de conservação do museu. A deterioração da roupa de Armstrong foi detida a tempo, mas em outros trajes espaciais, que são peças da história dos astronautas, o neoprene se tornou tão frágil que se desfez por entre as camadas, e o barulho que faz lá dentro é um lembrete brutal da falha material.
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