Microplásticos na comida. Ingerimos cerca de 5 gramas por semana – BI 23/07/2019

Microplásticos na comida. Ingerimos cerca de 5 gramas por semana – BI 23/07/2019
Boletim do Instituto IDEAIS – BI 23/07/2019
Fonte: Brasil247

No arco de 7 dias ingerimos junto com a água e a comida cerca de 5 gramas de fragmentos de plásticos, o equivalente ao peso de um cartão de crédito. São 250 gramas de microplásticos ao ano que transitam no interior de nosso organismo, com efeitos ainda pouco conhecidos para a saúde.

Nós, moradores dos países industrializados, ingerimos em média 5 gramas de fragmentos de matéria plástica todas as semanas. Colocados na palma da mão, eles pesariam tanto quanto um cartão de crédito. Quem o afirma é a pesquisa No Plastic in Nature: Assessing Plastic Ingestion from Nature to People (Sem plásticos na natureza: Verificando a ingestão de plásticos pelas pessoas) encomendada pelo WWF à Universidade de Newcastle, Austrália. O trabalho, que engloba sobretudo uma revisão científica de 52 pesquisas precedentes sobre o tema, é o primeiro a elaborar uma estimativa do peso e volume dos microplásticos que entram no organismo, um passo importante para se conhecer os efeitos desse tipo de resíduo na saúde humana.

Plásticos para beber e comer

Através dos líquidos e da alimentação ingerimos em média 2 mil microfragmentos de plásticos por semana, com um total médio de 21 gramas por mês, 250 gramas ao ano. A maior parte dessas partículas provem da água, tanto a engarrafada em recipientes de plástico quanto a da torneira. Cada pessoa pode consumir semanalmente cerca de 1.769 partículas de plástico, apenas bebendo água (não importa de qual tipo). Entre os produtos que compramos nas feiras e supermercados, os mais contaminados são os frutos do mar dotados de concha (ostras, mariscos, vôngoles e todos os demais bivalves). Os moluscos com concha, com efeito, costumam ser consumidos inteiros, sistema digestivo inclusive, e depois de uma vida passada em mares poluídos. Em média introduzem em nossos organismos 182 fragmentos de plásticos a cada semana. Cerveja e sal também são muito contaminados. Os cientistas deixam claro que adotaram uma abordagem aproximativa para minimizar o risco de cenários realistas que poderiam criar alarmismos na população, e deixar céticos os políticos com poderes de decisão. Entre as fibras ingeridas pelas pessoas foram consideradas apenas as micropartículas de massa compreendida entre 0 e 1 milímetro. Mas deixam claro também que nesse tipo de poluição existe uma ampla variedade geográfica: por exemplo, a água de torneira nos Estados Unidos e da Índia é duas vezes mais poluída por resíduos de plástico do que as águas da Europa e da Indonésia.

Entre os produtos que compramos nas feiras e supermercados, os mais contaminados são os frutos do mar dotados de concha (ostras, mariscos, vôngoles e todos os demais bivalves). Os moluscos com concha, com efeito, costumam ser consumidos inteiros, sistema digestivo inclusive, e depois de uma vida passada em mares poluídos. Em média introduzem em nossos organismos 182 fragmentos de plásticos a cada semana. Cerveja e sal também são muito contaminados.

Os cientistas deixam claro que adotaram uma abordagem aproximativa para minimizar o risco de cenários realistas que poderiam criar alarmismos na população, e deixar céticos os políticos com poderes de decisão. Entre as fibras ingeridas pelas pessoas foram consideradas apenas as micropartículas de massa compreendida entre 0 e 1 milímetro. Mas deixam claro também que nesse tipo de poluição existe uma ampla variedade geográfica: por exemplo, a água de torneira nos Estados Unidos e da Índia é duas vezes mais poluída por resíduos de plástico do que as águas da Europa e da Indonésia.

O estudo também não levou em consideração, entre as possíveis fontes de fibras plásticas alguns produtos para os quais os dados não eram suficientes, tais como escovas de dentes (que deixam fibras na cavidade oral), leite, arroz, macarrão, embalagens alimentares.

Os efeitos dos microplásticos na saúde humana ainda não são bem conhecidos, mas uma coisa é certa: uma vez entrados no organismo, não poderão mais ser removidos. O único modo para reduzir a quantidade deles é, portanto, limitar a poluição por plásticos desde o início dos processos produtivos.
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